No dia 28 de novembro de 2016, o mundo do futebol foi abalado pelo acidente do Voo LaMia 2933 na Colômbia. E em 2020 faz quatro anos que o avião que levava a delegação da Chapecoense e jornalistas, caiu e matou 71 pessoas naquela fatídica noite. Ao longo desses anos, a Chape se reergueu, apesar de ter caído no Brasileirão do ano passado e esse ano está jogando a série B, o clube vai a cada dia, tentando superar as perdas, claro que nunca serão superadas, mas temos que seguir. E para voltar aos anos de glórias, a Chape é líder da série B e está encaminhando sua volta a elite do futebol brasileiro.
Sobre os sobreviventes do acidente, ao todo foram seis: os jogadores Neto, Alan Ruschel e Jackson Follmann, o jornalista Rafael Henzel e os tripulantes Ximena Suárez e Erwin Tumiri. O jornalista Rafael, após o acidente, continuou narrando os jogos do clube na rádio, mas em 2019 sofreu um infarto enquanto jogava bola com amigos e faleceu aos 45 anos. A tripulante Ximena escreveu um livro sobre o acidente, e voltou a trabalhar como comissária, já Erwin Tumiri é piloto particular atualmente.
Sobre os três jogadores sobreviventes, só um deles continua nos gramados. O lateral Alan Ruschel continua atuando. Ele foi o primeiro sobrevivente a ser resgatado, e sofreu várias lesões na coluna, mas foi o 1 a voltar aos gramados. Ano passado foi emprestado ao Goiás, mas voltou para a Chapecoense esse ano e é capitão da equipe. O Neto foi um dos que mais se machucou e sofreu, até que voltou a treinar com bola, mas nunca voltou a jogar profissionalmente, já que as dores que sentia eram muito fortes. Então decidiu pendurar as chuteiras aos 34 anos (ano passado), mas não abandonou o futebol, já que virou superintendente de futebol.
E Jackson Follman, que perdeu uma das pernas no acidente, não poderia mais exercer sua função como goleiro, mas seguiu no clube como embaixador. Neto e Follman são muito ligados na missão de ajudar as famílias que perderam seus entes queridos no acidente, e Follman segue sendo palestrante.
Se passaram quatro anos, mas a dor da perda, seja da família, dos amigos, dos torcedores da Chape ou dos apaixonados por futebol, continua muito forte. As vezes parece que a ficha não caiu, e que a tragédia não passou de um pequeno acidente, mas foi real, e o mundo do futebol perdeu 71 pessoas, entre jogadores, jornalistas, técnico, diretoria…
Ainda doí, e vai doer sempre!
SEMPRE LEMBRAREMOS OS GUERREIROS DA CHAPE!
VAAAAMOOOO VAAAAMOOO CHAPEEEEE!
#ForçaChape

Imagem de capa: Homenagens na Arena Condá (Foto: Agênciabrasil.com)
Fonte: Goal.com
